sábado, 22 de março de 2014

Devir







Devir

Levanto-me e ando
olho para trás e vejo
se ainda estou na cama.
Fecho os olhos  e entendo:
lidar comigo, nem para mim é fácil.
Até parece que o relógio datava
já o calendário motor girava já
a alavanca suspendia à hora
do grito de outrora amanhã
ouvi a voz de um homem que
queria fazer-se ouvir e tudo já
era sem ter sido arquétipo não
é nem será a não ser na nossa 
mona tola e brejeira pretende-se
verdadeira arrogante companheira
razão da razão alheia o custo desta
brincadeira é a mágoa curandeira

de sentir j'aqui o clemente, cruel, devir.














segunda-feira, 17 de março de 2014

Sombras assustadoras






Sombras assustadoras

De repente virei costas. um cão atravessava
paredes por buracos em redes de olho neles
buraquitos enegrecidos pelo anoitecer escuro.

Alucinação maluca de um quarto transformado
flash de luzes azuvermelhas das parelhas. sóbrias 
sombras sombrias, frias e assustadoramente creepy.

Cubos enquadrados. hologramas padrões descolôr,
jardim avaporado no centro do espaço em construção
vista de cima em forma de um motor que nem sei escrever.

Tubos, paralelepípedos paralelos a portões e fechaduras.
chaves explosivas de porta à bomba que de perigosa nada tem.















quarta-feira, 5 de março de 2014

sem verdade na poesia






Sem verdade na poesia

Verdades procuras 
buscas longe de encontrar, 
segue em frente passo ao lado
nada devo revelar.
Em frente então tese 
poesia e pensamento
q'astros me alumiem 
sendo céu sustento.
Olha-m'os olhos e pergunta 
porquê
desconhecidos amigos 
são aquilo que se vê.

É preciso abrir caminho nos meandros da certeza 
quando dúvida s'afia escopo na raiz mira longe
perto a si mesma também olha o mar e vê-m'as 
ondas qu'ele te diz pagas cara alguma exclusividade 
ao menos pensas o inseguro d'água verde respirada mata 
fome quem trabalha doze vezes num pitéu cozinheiro réu 
índio fendido de amor natural cheio de nuvens amanhecidas 
de suor velhas mágoas ressequidas de voltas ao frio vento 
ocioso mole por dentro pelo lado de fora quem ouve 
sofrimento a um cão passa fraco momento de poeta 
sentad'a escrever sentir as ladras expressivas com'um
violino-febre a ouvidos de cetim unido
Há um espelho entre terra e sol a sugerir
ousadia cheio de energia esse 

espelho tão brilhante.

















Bieber, Ronaldo, WorldCup, Shakira, Messi, Hannah, Nadal, Agassi, Benfica, Portugal, Coelho, Portas.